2 de dezembro de 2011

281

Eu me ligo em mãos, voz, sorriso. Me ligo onde os outros não procuram. Como se preocupar com o que não é óbvio, o que não foi dito. O que não é dito é sempre mais importante. Como as mãos e os olhos que falam, falam e se calam. Tento não deixar nada pra trás, mas ficam, com uma vontade louca de um dia retornar.

Nem que seja pra repetir o gesto espontaneo da primeira vez.

15 de novembro de 2011

280

Feriado trabalhado e um render de intervalo......ainda sonho em me tornar poetisa aos 90 anos..de ser um pouco Cora Coralina, por quem eu me emociono só de olhar a foto.

...

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.

Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.

Digo o que penso, com esperança.

Penso no que faço, com fé.

Faço o que devo fazer, com amor.

Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!

Cora Coralina

8 de novembro de 2011

279

Gosto de queijo branco tanto quanto amarelo, de Pão Branco tanto quanto preto, de vinho tinto tanto quanto caipirinha Ou cerveja. Posso ir no cinema ou ficar em casa com a mesma felicidade. Afinal é o mais importante?

Me preocupo muito em fazer entender o que amo, enquanto a maioria em mostrar que odeia...Ou pior, indiferente. Sou tranquila.

Tranquilidade não significa felicidade, por isto existem duas palavras.

26 de outubro de 2011

278

me sentei pra escrever e não rolou.
tinha uma hora. agora meia.

acabo de ver a imagem de um cachorro dando um baile num campo de futebol.
ficou a pergunta: você está pronto pra viver o que não está no roteiro????????

As melhores coisas da vida aconteceram pelo acaso.






4 de outubro de 2011

277


Olho as mãos e não é sempre que consigo deixá-las sedosas. Os cabelos brancos que antes tinham nomes agora crescem sem batismo. Já não consigo usar óculos só quando tenho vontade. Já não abro mais o sorriso a qualquer instante. As gargalhadas distribuo só com quem sabe olhar nos olhos. As lágrimas divido com muito poucos. Não do tipo que escorrem devagarinho, daquelas que saem dos olhos diretamente pras bochechas. A inocência esta se indo, tardiamente, mas queria mantê-la pra sempre. Estou mais comedida com as primeiras palavras, ainda faltam as segundas, e espero conte-las também. Não procuro mais ser entendida, sentida, porque não imagino mais que as pessoas tenham tempo pra isto. Não aceito qualquer coisa, nem qualquer trocado. Não escrevo mais com a freqüência que deveria, que fazia bem, porque pode ser usado a favor de alguém que não seja quem escreve. Estou num mundo de gente grande, e tudo que queria é poder usufruir do casulo particular, onde as regras fossem aquelas que o que fosse dito era ouvido e serviria como documento. Queria continuar acreditando nas palavras e nos interlocutores. Queria uma porrada de coisas. De bom é que continuo agindo segundo o que acredito, fui criada e admiro.

Esta bosta de corretor ortográfico diz pra substituir porrada por BORDOADA OU PANCADA. Não vou substituir não!!! Você é um computador idiota que só está ligado porque acho muito chato escrever textos com mais de 140 caracteres pelo Iphone!!! E outra, tenho feito isto cada vez menos, então toda a vez que eu cismar em escrever fica quieto e digita!! Tenho muita coisa a dizer e cada vez menos vontade de dividir.

As coisas boas da vida são feitas pra serem divididas. Do sanduíche a filosofia. Queria crescer e me tornar melhor, não basta só ser mais tolerante. A tolerância só serve pra adiar, e o tempo está cada vez mais curto.

Nossa, falta muito pra me tornar sábia.

2 de setembro de 2011

276

Fiquei muito tempo pensando em assuntos publicáveis, que não criasse tumulto ou mau entendidos. As pessoas tem pouco tempo pra entender outras. Falta de paciência, desinteresse enfim...é bem mais fácil fazer a leitura dinâmica da vida, como se fossem manchetes ou 140 qualquer coisa.

Estive muito tampo numa bolha de sabão achando que seriam amigos a me cercar pela vida, pelo resto da vida..em todas as vidas, que me conhecessem sempre. Claro que não. É constatação não reclamação ( que rimaaa!!! Rsrs). Em algum momento todos tem de entender que não montamos num cavalo branco ou num camelo rosa! Adoraria ver um camelo rosa..

Falo num outro aspecto, outra situação, outros modelos de vida. Falo como se estivesse no meio do deserto disputando água e que o tal camelo rosa quisesse tirar vantagem. Como se a vida tivesse outros perigos que eu desconhecia. Acho que é a melhor definição.

Enquanto isto, ... :)

8 de agosto de 2011

275


sereno
 as vezes cansado..
as vezes alegre...
as vezes as vezes..
mas sempre de frente