2 de setembro de 2011

276

Fiquei muito tempo pensando em assuntos publicáveis, que não criasse tumulto ou mau entendidos. As pessoas tem pouco tempo pra entender outras. Falta de paciência, desinteresse enfim...é bem mais fácil fazer a leitura dinâmica da vida, como se fossem manchetes ou 140 qualquer coisa.

Estive muito tampo numa bolha de sabão achando que seriam amigos a me cercar pela vida, pelo resto da vida..em todas as vidas, que me conhecessem sempre. Claro que não. É constatação não reclamação ( que rimaaa!!! Rsrs). Em algum momento todos tem de entender que não montamos num cavalo branco ou num camelo rosa! Adoraria ver um camelo rosa..

Falo num outro aspecto, outra situação, outros modelos de vida. Falo como se estivesse no meio do deserto disputando água e que o tal camelo rosa quisesse tirar vantagem. Como se a vida tivesse outros perigos que eu desconhecia. Acho que é a melhor definição.

Enquanto isto, ... :)

8 de agosto de 2011

275


sereno
 as vezes cansado..
as vezes alegre...
as vezes as vezes..
mas sempre de frente

19 de julho de 2011

274

Não é falta do que pensar. Só que nunca estou com o PC ligado na hora H. E não é algo em que eu me obrigue, só algo que tenho claro que não quero abandonar..

Tipo amizade assim..vamos dar tempo para os assuntos evoluírem, não é uma desculpa, é qualquer coisa no estilo a gente se fecha e está claro.

Não há nada que a gente não possa se dizer, existe códigos que a gente aprendeu a usar. Eu e este blog, deveria por um apelido, Zé! Toinho...acho que é homem. Os homens olham com uma certa sinceridade e ingenuidade que gosto..enfim, que fique claro que existem exceções em todos os modelos que a gente aceita e que usa pra tentar entender melhor a vida. Adoro exceções! Na verdade é tudo chute, um dia vai baixar uma nave mãe e um ET roxo (sim porque verde é uma invenção humana) vai dizer:

- Vocês fazem parte do meu tubo de ensaio, e é só pra isto que vocês existem!! Misericórdia, não sou escolhido por um deus divino? não... Ninguém é grande o suficiente pra ser imprescindível a olho nu!

Até que os outros percebam cada nuance uns dos outros, já é natal de novo, de novo e de novo . Então como diz um livro qualquer: Respire e sorria, e ainda, se possível observe. Catalogue os diferentes. E no fundo todos são, mas que por falta de observação, continuam bichos iguais.

fuiiiiiii.....

26 de junho de 2011

273

Um dia vou conversar sobre tudo como num papo de botequim. Ou talvez só pra mim., como ontem e hoje, ou todos os dias que decorreram de até então.

Olhando, sou a mesma, aprimorada nos acertos e erros. Desconhecendo os lugares de sempre, com menos alguns. Ninguém muda da noite pro dia, mesmo que tenha um bom professor. O bom professor diria: Não é necessário esconder os erros, eles fazem parte da perfeição. Talvez ele dissesse pra cometer erros diferentes.

Ninguém é perfeito o bastante pra ser copiado, ninguém é errante o bastante que não tenha o que ensinar.

Não existem regras, não existem conceitos que valham não serem quebrados. E por isto a inconstância. Um milhão de possibilidades, se você não olhar sempre pro mesmo lado.

Ainda vai existir a lembrança, a última, que ironicamente não lembro. Melhor assim. Sou capaz de ficar o resto da vida tentando reconstruir, e vai ser como se todos momentos este instante se repetisse. Ao sabor da vontade, sempre com respostas diferentes que pudesse recriar. Sim faltou, a melhor parte talvez seja adiante, quando se perceber mais claramente. O acaso pode resolver por conta própria...que resolva, que valha todo o resto. A existência do final será um feito.

Lembro todos os dias de até então. Não conto, sei disso porque foi bem mais de uma vez.

Resta um pedido: Que não me recrie em ninguém, muito menos em você. Somos diferentes, o bastante pra que cada um tenha sua própria luz. Somos infinitos se respeitarmos aquilo que criamos. A beleza vem disso, do que somos enquanto dormimos, sem defesas.

Não me subestime, a razão de você não entender é que vai perpetuar o mistério que existe. É é isto que traz o crescimento, andar por trilhas desconhecidas, sem chegadas.

Motivos incompletos, são o que completam, o que é explicado jamais chega a lugar algum. A beleza vem assim, das diferenças, não dos iguais.

Saudades..

22 de junho de 2011

272

Mais algumas das minhas teorias..Existe quem confunda tocar um instrumento com ser músico...Bater foto com fotógrafo..Saber mexer no final CUT com ser editor..

Ainda existe quem ache...

Que quem trabalha em TV, não pode fazer vídeos para internet, celular, cinema...Que quem aparece em Tv sempre é apresentador..Que quem escreve em jornal não pode escrever em sites, blogs, revistas, twitter...

O mundo não se divide pelas mídias em que é veiculado, e sim pela forma!!!!!!

...me expliquei ou vai achar que TV é só aquele aparelho de tubo que fica no meio da sala e que todos se reúnem no mesmo horário pra ver Jornal Nacional??

Eu me comunico por imagem em movimento e som...é nisto que trabalho, não em TV. Entendeu lerdinho?

2 de junho de 2011

271

Este texto é da Martha Medeiros, e li pela primeira vez por uma amiga do facebook. Fala muito de pessoas que assim como eu, não fogem da tristeza. Não é o caso agora, mas poderia ser. Pessoas tristes e caladas, se transformam num perigo absoluto, doença contagiosa, escondendo grandes segredos ou arquitetando maldades..pessoas assim, são excluídas, quando precisam exatamente do oposto. Mas a Martha Fala melhor....

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça d...e cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?   Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.   Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.   A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.   Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.   “Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.   Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

20 de maio de 2011

270

Sim, sim,


Existe aquele subterfúgio de criar os ausentes com ideias que podem ter surgido do modelo original. A partir de então tudo será de minha autoria. Vou reagir, inventar discussões, alegrias, chorar, rir e viver baseado única e exclusivamente das lembranças, e da minha criatividade. A imaginação completa as informações que faltaram, preenchendo os quadrinhos de histórias em branco.

Ai no dia em que se encontrarem, poderá dizer: Não sei quem você é, conheço só o esboço, mas posso dizer com certeza quem eu construí pra ficar boa da falta de você.

alguns chamam isto de saudade.