12 de setembro de 2010

250

Vi meus cabelos brancos surgirem, um por um, com nome de pessoas e situações. Sim, já tenho muitos, que por enquanto ficam a mercê do tempo para se restabelecerem num cabeleireiro. Ainda não encontrei um que realmente confiasse por aqui. Então espero pelas minhas agora mais raras idas a Porto Alegre.

Quando dá, e quase nunca dá, gostaria que algumas lembranças ficassem por lá. Mas o fato é que se misturam com muitas lembranças boas. Devia existir um cérebro pra cada coisa.

Vejo da janela um sol lindo e um mar ainda mais incrível. Às vezes basta.

Sim, sempre vou voltar a POA. Mas o sol daqui sempre vai ser algo pelo qual vale a pena se viciar. Junto com os passeios de bicicleta.

Nunca fui pessoa de procurar quantidade, quem me conhece bem sabe. Serei a mais fiel, a mais corajosa, o melhor que minhas pernas alcançarem.

Mas serei para poucos.
Já nasci assim. E não me arrependo.

Apesar de saber que pra tudo existe um preço. Muitas vezes difícil de pagar. Não existem jogos perdidos. A partida pode ser melhor que o resultado. Basta reservar você de todo coração.

Se jogue por uma boa causa, mas sabendo que nem sempre tem volta. Para estes momentos, reservo minha total amnésia. Sim, às vezes felicidade se faz na falta de coerência.
:)
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