21 de janeiro de 2013

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Adoro frases, dizeres, placa de caminhão, filosofia popular, não tão popular, ditas de forma direta, de bom entendimento para todos e que te deixe algum ensinamento que mereça mais de 5 minutos pensando. Sim, eu tenho 5 minutos pra pensar, até mais, me dou este tempo, faz parte da minha sanidade emocional.

Não passo rolo compressor pela vida. Veja bem, estou falando de mim!! O fato de algumas pessoas não serem assim, não me torna...ou não te torna, melhor ou pior do que ninguém, apesar de alguns idiotas cismarem que devam ser reverenciados.

Quem quer domar, quer possuir...não entender. Quem ama não doma, simples. Mas não use o amor como vaidade, deste jeito vai trabalhar nele como negócio..e amor como negócio meu irmão, é só um grande engano.

A ideia é simples: Nem sempre as pessoas querem ou devem ser curadas. Talvez seja melhor assim, para poucos, fora da fila, sem igual na multidão. Você não vai ser aplaudido por isto, talvez até muito pelo contrário...mas vai ganhar alguns pontos em uma linda, tênue e frágil linha de lucidez.





12 de janeiro de 2013

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Não preciso citar as razões, porque cada uma tem a sua, e todos com seus motivos, e todos legítimos. Até colocar os óculos pode ser uma forma de fugir da solidão. É uma forma de participar mais ativamente do mundo, perceber melhor. Muito provavelmente amar, é a forma mais conhecida de fugir da solidão.

Nunca decidi não casar, o que decidi foi não trocar minha liberdade por qualquer pequeno pedaço de ilusão de não sofrer de solidão, sutil diferença. Já encontrei quem me completasse, mas numa lógica em que não podemos ser amadores, não completei..e assim foi, quando completei, não me sentia completa, e a gente passa a vida tentando terminar nossos álbuns de figurinhas. 

Gente “solitária”, e na minha opinião 99% dos solteiros, casados, cheios de amigos, com filhos, sem filhos, bicho, população de uma ilha deserta ou de uma grande metrópole, deveria perceber: Entender e aceitar a solidão poderia te fazer uma pessoa melhor. 

Vou falar de mim, o tipo mais comum, a que ficou pra tia, ou como queiram chamar neste doce joguinho preconceituoso de ver a vida. Não escolhi viver sozinha, escolhi foi não me vender, e sim me doar. Não troco o pagamento do condomínio no final do mês por um beijinho. Escolhi dar um beijinho por um abraço, por outro beijinho, por um amor, por compreensão, até por uma cisma, nunca por uma coisa, mas por sentimento que de fato exista, não pra afugentar minha solidão, mas por amor. 

Com o tempo descobri que nem sempre as trocas eram possíveis, dar nem sempre era a garantia de receber. A necessidade foi mais adiante. Era infinitamente mais importante e recompensador dar sem receber do que não oferecer nada sabendo que não existiria a troca. E não sei se me fiz entender, já não estamos mais falando de casamento, estamos falando de tudo! Eu caso com a cidade onde vivo, bichos, ideias, pessoas....ou melhor, com a forma de se relacionar tudo. 

Sim, sou solitária mas me relaciono. Sim, escolho com o que vou me relacionar, porque vou doar este tempo e fazer valer a pena, não apenas colocar na minha listagem de coisas que possuo. Não conheço nenhuma forma mais poderosa de amor do que doar tempo. 

Na vida, descobri que pessoas conscientes da sua solidão, são as que mais valorizam a verdadeira companhia, porque não tem sempre nem todo dia. 

Acho que o mais duro da solidão, é saber que não sou prioridade. É ai que a solidão faz crescer, ser mais humilde, deixar ligada a sintonia fina 24 horas por dia, não passar o rolo compressor sobre tudo e todos. Valorizar cada detalhe, observar. 

Pensando melhor acho que não escolhi ser assim, fui assim desde sempre. Mas na idade adulta ser assim ou assado é uma opção, principalmente quando a gente toma pé das escolhas que faz, e das razões pelo que faz. 

Já vi muitos se tornarem vítimas da sua personalidade, mas me desculpe, o melhor da idade adulta é te dar condições e opções de administrar o que te incomoda, o que te faz feliz, as tuas prioridades. Engraçado, a minha prioridade nunca foi ser prioridade pra alguém, apesar de ter as minhas bem claras e não tão óbvias. Sou aquela que não vai deixar o amigo na mão. Talvez seja só uma tática suicida ou uma idiotice, mas nunca tive insônia por fazer o que não acredito...Talvez lágrimas, mas nunca o arrependimento. 

Continuo me relacionando com o mundo independente do grau de parentesco

26 de dezembro de 2012

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Olá,

São fotos que capturei do arquivo e da internet durante 2012 e que dizem muito sobre mim...de uma forma reta ou torta...escolha, gosto tanto de um como de outro, o mundo está além do formato de como a vida se parece.

Obrigada família gaúcha...família carioca..Norton, Samantha, Magda, Ricardinho, Marquitcho e meus colegas fofos e outros não tão fofos..HAHAHA!! Todos vocês me ensinaram muito! ...fizeram de 2012 um ano maravilhoso, e aguentaram todas as minhas broncas do dia a dia, da falta de humor até as gargalhadas mais esquizofrênicas (que vocês sabem que sou capaz)...aqui vai minha colcha de retalhos..


















2013 tem mais....

11 de dezembro de 2012

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Quem diria que cheguei até aqui. tremenda paciência não abandonar o blog. Paciência? NOOOOO. necessidade...

Olhar post antigo é como visitar alguém que não via há muito tempo. Visitar algumas saudades, outras nem tanto. Reconhecer alguém íntimo e também uma desconhecida. Abrir umas gavetinhas antigas, com roupas que a gente gostava tanto, mas como vários tantos da vida, a gente se acostumou a ter e a ser, e esqueceu.

É meu álbum de fotografias..me amarro muito em reler. Que bom, gosto muito do que me formou na vida, todos os erros e acertos, praticamente não uso a palavra arrependimento. Descobri vários erros necessários, de que outra forma eu aprenderia? Nem os "erros" são erros. E mesmo nos erros, existiram momentos incríveis!!! Não deleto nada! agrego! e por aqui me certifico que nenhum tenha sido em vão.

agora, que tal falar dos acertos?

30 de novembro de 2012

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Desculpem, mas não processo bem coisas como:
Mentiras e cara de inocência.
Estar sem ingresso pra assistir o jogo do meu timão.
passar mais de 7 dias sem comer sushi.
cerveja Skol, Antartica, Sol (nacional).
Dizer o nome de deus em vão e não ter tempo pra ir a missa..(religiosos praticantes são aceitáveis)
gente que usa palito em público
deixar crescer a unha do mindinho pra economizar cotonete
baladas frequentadas por jogadores de futebol no Rio
homem que coça o saco achando que ninguém tá notando..
elevador estragado (tenho tido frequentemente este problema)
Ipod sem bateria
botar a roupa pra lavar e perder a meia novinha
fazer feijoada e esquecer de comprar arroz
trânsito suicida (e eu não tenho um carro blindado bem grande)
Aplicativos que te dão estacionamento de graça que estão temporariamente fora de serviço.
comida com muito Sal
Gente que fala sem esperar que o outro termine.
Robôs humanos, achando que este é o profissional modelo.
mosquito, com ou sem dengue..
políticos em geral
esquecer os óculos jurando que eu vou enxergar o que tá escrito no menu
vodka adulterada
bafo de onça
jogos de futebol que exibem na mesma tela "replay" e "ao vivo"
quando o final cut fecha
e consequentemente, quando ele não abre.
burrice é foda! de gente pretenciosa então é desesperador
gente que não se coloca no lugar do outro..
e.....desculpem, tenho unha marcada....beijos






7 de novembro de 2012

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Quando se juntou o espermatozóide do meu pai (o safado perfurou uma camisinha) e o óvulo da minha mãe...em um dos cromossomos estava escrito: Está vai falar pouco!!

Não acho que hoje eu fale pouco, o tempo domou um pouco a timidez.. mas nem por isto preciso ficar repetindo as mesmas informações né?

(A menos que tenha mudado de ideia..o que também acontece..)

Então vamos retomar: As vezes a falta de diálogo só serve pra lembrar: O que foi dito continua valendo.

Não existe validade para as palavras.

(neste momento, Joice Sorri, puxa da bolsa uma piranha e faz um coque, porque afinal, o calor dos trópicos acaba com qualquer chapinha)







26 de outubro de 2012

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Sabe,
Muitas pessoas vão escrever sobre o Tatata Pimentel, e acho que nem se todo o estado o fizesse, seria suficiente. Vou contar um pouco da minha parte.
Fiquei sabendo pelo twitter, e achei que fosse alguma sacanagem, dois minutos depois a primeira mensagem. Penso, vai ser igual a minha vó, simplesmente não vai morrer, porque é tão forte em mim que é como sempre estivesse existindo.

A minha última foi aqui no Rio, mais ou menos um ano atrás, no aeroporto. Fiquei puta e briguei com ele: Como ousava passar por aqui sem conhecer minha mansão na Barra da Tijuca!  Sim, a gente fazia questão de brigar só por coisas idiotas, como se fosse uma coreografia pra nos entreter e depois cair na gargalhada. A gente nunca brigava, ele me achava inteligente e levava em consideração o que dizia.. (imagina se eu não sinto orgulho ENORME de mim mesma por isto..HAHAHHA!)
Foram 3 anos, diz que fui a pessoa que mais tempo aguentou ele. Teria aguentado mais se não fosse uma proposta tentadora. E vieram outras joices, outras marions, thiagos...

O episódio do Sofazão foi maravilhoso. Eu queria porque queria fazer um programa inteiro no Sofazão, imagina se ele não comprou a ideia. Pra quem não sabe é uma casa de swing, onde fica todo mundo pelado, transando e outros assistindo (com todo respeito). Lembro só do dono do sofazão (um ex-padre) nos convidando pra comer uma galinhada no meio da gravação. Nós, os peladões, as galinhas...e o tatata lógico saiu de fininho na hora da janta! FILHA DA PUTA! Diga-se de passagem o programa ficou excelente, todo trabalhado na música clássica.. deviam reprisar.

Sair pra jantar com o tatata era uma epopeia. Porque se passava horas gravando, depois calmamente sentava, abria os trabalhos com um whisky, entradas, saladas, primeiro prato, segundo, principal, sobremesa, chá, cafezinho, licor, charuto e mais duas horas de conversa todos os dias!!!!!!! E eu levantando às 7h da manhã pra editar na TV. Era uma insone cheia de olheiras bem feliz. Lembro uma vez de ter jantado com a Hanna Schygulla, de quem simplesmente tinha visto todos os filmes...o vidinha..
Na verdade está foi a parte sórdida da relação, porque depois as noitadas terminaram,  e conheci o amigo. Na verdade pra mim ele era Freud. Não só porque sabia tudo de Freud mas porque dava explicações descabidas dos meus sonhos. Mesmo as ideias mais mirabolantes (e eram muitas), tinham uma lógica louca!!

Depois da gente ter trabalhado junto, lembro de sempre ligar pra ele. Quando viajava, comprava aqueles cartões telefônicos infindáveis só pra jogar conversa fora. Lembro de estar perdida em Nova York: Liguei...disse a rua que estava, e ele me deu a direção certa. Só um detalhe.. ele nunca tinha estado em Nova York, odiava os Estados Unidos (ou dizia que odiava),  Mas nem isto era razão suficiente pra não decorar o mapa. E foi assim em Athenas, Istambul, Cairo etc, etc...
Eu revirava as lojas de discos atrás de presentes pra ele, era quase uma gincana, porque obviamente era discos raros. Ele tinha tudo e todos! Desde que a gente se conheceu, tenho espalhados pela minha casa Buda, anéis, tapete.....mimos do Tatata.

Cara, como eu lamento. Lamento que mais pessoas não tenham sido influenciadas por ele, lamento que mais pessoas não tenham dito como ele é genial, e logicamente ele não teria sido nada econômico ao ressaltar como isto era verdade. Fazia parte do pacote, mas posso lhe garantir que valia a pena comprar o pacote inteiro. Nele nada era pequeno.
Digo que pra determinadas profissões é necessário um talento muito especial, como enfermeiro, sonoplasta, professores...Não conheço ninguém que gostasse de ensinar mais do que ele, e de aprender mais do que tudo! Passava as madrugadas lendo e ouvindo ópera, tinha estante de livros até na cozinha! Fico imaginando pra onde vão estes livros e discos! Queria que continuassem juntos, com o nome dele em algum lugar. Nunca entendi como o apartamento dele nunca despencou pelo peso..

Tantas e tantas vezes disse: Tatata escreve um livro, conta as tuas Histórias Porra!! E ele,  o maior leitor que conheci, nunca escreveu um livro...dane-se, a feira do livro deveria fazer uma menção a ele: O maior leitor de todos os tempos.
Vão se passar muitos anos, eu indo a Porto Alegre pensando em dar uma passadinha pra ver ele...não acho isto ruim, cada um digere como achar melhor.

Prefiro pensar nele como nome de rua: Que seja num lugar bem chique, cheio de gente, que passem carros, que tenham putas e veados, sim ele iria adorar. Se bem que ele combinava com qualquer lugar...