28 de dezembro de 2014

412

https://m.youtube.com/watch?v=2uj1EeiuK5U&rdm=1d8hoa64v&client=mv-google

É um filme
Documentário
Sobre Aaron swartz
Se não sabe quem é..
Vai no wikipedia...

16 de dezembro de 2014

411

Pra que escrever algo sobre o assunto, se tem alguém que escreve muito melhor??


Fabrício Carpinejar

por Fabrício Carpinejar

16/12/2014 | 05h03

O fofoqueiro não nasce levantando o gancho do telefone para ouvir a conversa alheia.
O fofoqueiro não nasce captando o que se fala atrás da porta.
O fofoqueiro não nasce fazendo perguntas indiscretas para depois passar adiante.
O fofoqueiro não nasce na janela do condomínio prestando atenção em quem entra e sai no prédio.
O fofoqueiro não nasce registrando os papos paralelos nos restaurantes e bares.
O fofoqueiro não nasce no salão de beleza, no supermercado, nos corredores dos shoppings.
O fofoqueiro não nasce no churrasco dos domingos.
O fofoqueiro não nasce ao espalhar o que não tem certeza.
O fofoqueiro não nasce de sua maldade na escola, da língua solta no recreio.
O fofoqueiro nasce muito antes. Muito antes.

Descobri quando nasce o fofoqueiro, o exato instante em que ele vem à tona, o momento em que sua alma solitária passa a ser enxerida, em que perde a admiração pelo respeito e silêncio e torna-se um agente do ruído. 

Quando seus pais deixam o filho dormir no meio deles.Quando os pais permitem que seu filho durma por longo período na cama de casal. Quando seus pais não colocam o filho de volta para seu quarto, sensibilizados pelo medo ou pela chantagem emocional. A criança aprende que pode se meter na vida dos outros. 

É autorizada a estar infiltrada na intimidade, apropriando-se do que não é dela. Não recebe nenhuma negativa para estabelecer limites. Age pelo impulso da emoção, inconsequente, pois seus caprichos acabam atendidos com rapidez. 

Ficará eternamente confusa sobre onde começa e termina sua liberdade. Pois toda casa é seu berço, todas as pessoas são influenciadas por ela.

Não diferencia o coletivo do particular. Percebe que a manha é uma moeda e que mentir sempre funciona para conseguir o que quer.

Não é inspirada a respeitar os espaços, a consolidar sua solidão, a manter seus segredos e territórios da imaginação. Por mais bem-intencionado que seja o acolhimento, é um convite para a especulação emocional.

Num simples ato de aceitar que o filho não descanse em seu quarto, validamos que seja penetra das confidências.Tem um passaporte para chegar a qualquer hora, a qualquer momento, e interferir nos acontecimentos.

Acostuma-se a não ter um lugar, e assumir papéis que não são seus.
O fofoqueiro é o resultado da insegurança dos pais.

11 de dezembro de 2014

410

As vezes a gente constrói uma situação tão absoluta na cabeça, e esquece que a ideia surgiu de uma suposição, não de uma verdade. E passarão anos e anos perdendo tempo..eu não conheço nada mais precioso do que o tempo...

14 de novembro de 2014

409

Revi o filme A Menina Que Roubava Livros. Li o livro, vi o filme e voltei ver. É como O Pequeno Príncipe,  sempre um sentimento diferente. A parte mais incrível é quando a morte fala das almas leves que trouxe pra junto de si. Alma leve, sempre me considerei uma. Vejo assim: Não deixar nada pra trás, problemas a resolver, seguir sentimentos antes de qualquer interesse.

Não me considero mais uma alma leve, porque tenho muito a resolver, a falar, me fazer entender...e isto me atormenta. Tenho seguido sim aquilo que acredito, continuo sendo leal até o último fio de cabelo, mas não é isto.

Conheço algumas almas leves, mas as vezes são leves por falta de consciência coletiva. Tem que entender aquilo que faz bem a mais gente do que a si mesmo. E não é da boca pra fora...não é mesmo.

Não é um defeito grave a infantilidade ou egocentrismo se você foi criado encarando isto como perfeitamente aceitável.. É errado não ir avante! Eu não só não tenho mais 12 anos.

Lamento profundamente a visão estagnada do mundo, aqueles que se limitam a seguir exemplos errados, quem vê só a superfície, quem não muda conceitos. Existem aqueles que vivem da energia dos outros.

Preguiça é o nome do caminho mais curto e o riso barato.

Não sou assim, mas também não sou mais uma alma leve. 

A principal qualidade talvez seja não cansar de ir..ir...só ir, e aprender.  Acostumei a ter uma visão particular da vida, me aceito assim...mesmo que tenha de romper barreiras que passam pelas minhas próprias limitações....É o mais difícil..

Enquanto isto alguns passarão anos a fio garrados na saia da mãe pedindo colo.. e estarão assim até a mãe se cansar de tal chatice...

.....Não, eu não sou digna de pena, graças a deus, sou digna e ponto. E por isto talvez não ganhe abraços ou sonhos fáceis. Talvez não ganhe nada que tenha números ou possa ser tocado, talvez só meu sono tranquilo mesmo sem ter mais inocência de ser criança.

31 de outubro de 2014

408


Eu ia escrever sobre isto, meu momento de silêncio, que talvez um dia passe..ou não, o que for melhor.

Até que de manhã, conheci uma senhora chamada Nora Ronai, 90 anos, vários recordes mundiais na categoria master de natação. 

fui ao camarim passar as perguntas..mas na verdade só queria 10 minutos da sua atenção. Era uma história fantástica. Foi amor a primeira vista! Ninguém chega  aos 90 sem sabedoria. Acho que era quase como se tivesse recebendo a visita da minha avó, que não vejo há 4 anos. Nunca uso o verbo no passado. Sim, ela morreu...mas não morreu, entende?

Dona nora estava sentada numa daquelas cadeiras duras de plástico. 

-não prefere o sofá dona nora?
-não! Prefiro manter...
-a coluna reta..(completei a frase) 

Ela é cativante! De uma simplicidade sem ser simples. De uma altivez jamais arrogante..

-a família deve ser muito orgulhosa da senhora!
-é, mas nunca consegui que alguém da família seguisse meu caminho.
-qual o seu segredo?
-manter boas relações com as pessoas, ser otimista...

Eu ali ouvindo, meus olhos se encheram de lágrimas..

Acho que pensei na minha avó, que tinha pouca instrução, mas era serena como ela..

-Ser serena com a vida! 

Entendi perfeitamente, não era sobre hipocrisia, e sim, ver o lado bom, aceitar diferenças..não procurar os erros, mas os acertos!

Bah dona Nora. Hoje a senhora me fez feliz! Que honra ter te conhecido. É tão bom se apaixonar pelas pessoas!!! Só disse em pensamento..

Compre o livro dela, pesquise o nome no google!! É o que eu vou fazer: Beber da sua sabedoria! E descubra que a meia dúzia de medalhas no mundial de natação aos 90 anos, são só um detalhe...

Aqui uma das tantas matérias que já foram escritas sobre ela..



E aqui..eu e ela..percebeu meu sorriso bobo?

21 de outubro de 2014

407

O texto é de walcyr carrasco, e representa muito bem o que acho. A sociedade não é só chata, walcyr, é rasa e malvada.

...

Minha cachorra Luna me faz pensar. É uma husky siberiana branca, com incríveis olhos azuis, capaz de me despertar desejos de liberdade. Observar a maneira como Luna se relaciona com o afeto funciona mais que terapia. Dia desses, um amigo veio me visitar. Alto, bonitão, adora cães. Mal entrou pelo portão, Luna correu a seu encontro abanando o rabo. Deitou no chão e ergueu as patas, exibindo as partes íntimas. Meu amigo adorou. Passou um bom tempo coçando a barriga de Luna, fazendo carinhos. Ambos, felizes.

Pergunto: quando você se interessa por alguém, é capaz de se atirar no chão e se oferecer tão completamente, de patas, digo, braços, abertos? Olhar com aquele jeito pidão que diz:

– Quero carinho! Quero carinho!

Duvido que você já tenha feito algo parecido. Eu nunca, com certeza. Nós, humanos, gastamos horas de papo para descobrir afinidades. Conseguir um cafuné – algo semelhante a uma boa coçada em orelhas caninas – pode demorar séculos! A atitude franca, direta, de minha cachorra, não é melhor? Ganha tempo. Evita longas discussões sobre relacionamento. Vai diretamente ao ponto, sem exigências de compromisso. Meu amigo, depois de muito carinho, entrou em casa. Luna partiu aos saltos, satisfeita. Qualquer cão, macho ou fêmea, age igual. Entrega-se totalmente. A não ser cachorros bravos, que atacam e mordem desconhecidos. Mesmo esses não têm nenhum pudor em pedir carinho aos mais próximos, em abanar o rabo, quando interessados em algum relacionamento. Ou cheirar o traseiro do outro, se o interesse é entre eles mesmos, cães.

Cães são assim. Sem exigências como DR, união estável e, que alívio, sem partilha dos bens. Nesse item, também são sinceros. Tente arrancar um osso da boca de um cachorro, por mais amável que ele seja. No mínimo, mostrará os dentes, rosnando.

Cães são fiéis nos sentimentos, é o que mais importa. Mesmo quando passam necessidades, até fome. Já vi moradores de rua dormindo, enquanto seus vira-latas montam guarda, fiéis. Quantos relacionamentos humanos não terminam porque alguém fica desempregado, sem grana?

O pior é nossa falta de espontaneidade. As restrições sociais impedem alguém de se atirar ao colo de alguém só porque tem vontade. E também de saber aceitar a rejeição, como o cachorro que se retira, de orelhas caídas, para logo em seguida achar outro colo e se atirar novamente. Faz pouco tempo, estava numa festa. Na poltrona ao lado, uma desconhecida conversava com amigos. Tinha um pescoço lindo. Vou ser sincero: eu queria dar uma lambida naquele pescocinho. Mais nada, pelo menos no momento. Só uma simples e honesta lambida. Que aconteceria se eu me aproximasse e lambesse o pescoço da desconhecida? Um escândalo. Gritos. Seu namorado me esmurraria. Alguém pensaria em me internar. Diriam que sou desequilibrado. E, no entanto, só queria dar uma lambida.

Se eu fosse um cachorro, bastaria me aproximar e lamber. Ela adoraria. O namorado até coçaria minhas orelhas. Fico pensando: quando perdemos a maneira franca e direta de estabelecer um relacionamento, como fazem os cães? E outros animais, é claro. Leão não precisa cantar leoa. Macaco agarra macaca. Abelha pega o zangão – mas essa é uma história com final trágico, em cujo exemplo é melhor não me espelhar.

A verdade é que, quando somos crianças, ainda temos algo dessa espontaneidade mamífera. Uma criança é capaz de abraçar alguém que vê pela primeira vez, só porque gosta. Quando quer colo, pede. Sem culpa. Até essa atitude, considerada normal há algumas décadas, tornou-se suspeita nos dias de hoje. Certa vez, num livro americano, o personagem evitava passar a mão nos cabelos de uma garotinha simpática, por medo de ser acusado de pedofilia. Hoje em dia, em países como os Estados Unidos, evita-se até mesmo pegar o elevador sozinho com uma criança. A maior parte das pessoas tem vontade de abraçar e beijar uma criança por afeto, simplesmente. Devido a uma minoria doentia, até esses gestos de carinho puro passaram a ser evitados.

Na infância, a gente aprende que não pode correr e abraçar qualquer pessoa, expressar afeto espontaneamente. Abanar o rabo, como minha cachorra Luna – de forma figurativa, faço questão de frisar.

Chamam a isso polidez, educação. Normas de uma vida civilizada. Em certas ocasiões, bem que eu queria dar umas lambidas por aí. A civilização é realmente muito chata.

16 de outubro de 2014

406

Enquanto filhotes de bichos e orquideas são queimados no incêndio da serra do cipó, a apple lança o ipad mais fino que existe. Enquanto o noticiário divulga os protestos da torcida do corinthias, existem 85 montanhistas desaparecidos no nepal. Enquanto o Ebola além de matar, deixa milhares de órfãos sem nenhuma assistência, a diretoria da petrobrás se preocupa em mandar dinheiro pra contas particulares na suíça. Façam suas escolhas, o que é mais importante? A democracia está ai.. Pra fazer da gente pequeno ou grande. Sempre existirá escolha, e a gente ainda não aprendeu que o prazer imediato é tão ilusório quanto candidatos prometendo em campanha. 

#chupamundo! Tô indo pra marte.
Porrraaaa!!! Que saudade de pessoas de bom senso.